O Árabe

Idéias, sentimentos, emoções. Oásis que nos ajudam a atravessar os trechos desérticos da vida...

sábado, 10 de janeiro de 2026

AUTO-RETRATO

Dentre vós, alguns me acusam de não ligar às coisas práticas da vida.

Estarão certos, talvez. E como poderia ser de outra forma?

Acaso o beija-flor atenta para as minhocas que fertilizam o solo, se a essência da sua vida é sugar o néctar das flores?

Dizem outros que me perco em sonhos.

E estarão igualmente certos. E, novamente, eu vos pergunto: como poderia ser de outra forma?

Serei eu, acaso, o único a sonhar?

De que nutrem os enamorados o seu amor, se não de sonhos?

Não sonham os religiosos, que pretendem entender Deus?

E o que é a felicidade, que todos desejam, se não o maior dos sonhos?

É preciso que eu sonhe.

Pois ninguém pode dar senão o que possui. E, tendo tão pouco de meu, nada vos posso dar além dos meus sonhos, que transformo em palavras.

Deixai-me, pois, como sou. Porque existem o sol e a chuva, a noite e o dia, o pássaro e a minhoca, o sonhador e o prático. E todos são necessários ao equilíbrio do mundo. 

Não vos enganeis, vós que amais as minhas palavras e pretendeis apontar o sonhar como meu defeito.

Ele existe também em vós.

Pois não me entenderíeis, se eu vos falasse de coisas que não fôsseis capazes de entender ou sentir; por mais belas que fossem, as minhas palavras esbarrariam na vossa incompreensão.

E morreriam em vossos ouvidos, sem alcançar o vosso coração.

Por isto, eu vos digo que somos todos iguais.

E as aparentes diferenças residem nas escolhas que fazemos. 

O homem não faz mais, durante toda a sua vida, do que buscar a felicidade; diferente é o lugar onde cada um acredita que esteja a sua própria felicidade.

E essa é a causa do vosso sofrimento. Porque seria fácil encontrar a felicidade, se todos a buscassem juntos.

Eis que não reclamo dos vossos rumos; antes, tento entendê-los.

Deixai-me, pois, seguir os meus próprios rumos. E, se necessário, perder-me nos sonhos, onde encontro a felicidade.

Porque, assim fazendo, eu a posso dividir convosco, ainda que por breves instantes.

Assim como o céu divide com a Terra a beleza das estrelas que o adornam.

E os sonhos e desencantos dividem os vossos corações.

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Do meu livro A Sabedoria de Hassan, à venda na Amazon.

sexta-feira, 2 de janeiro de 2026

PRECE DA GRATIDÃO

 

Obrigado, Senhor, pelo dia que nasce; o primeiro de um novo ano.

No meu coração, só existe a gratidão. Não penso em nada mais, que possa desejar; só tenho a agradecer, por tudo que me deste e continuas dando, por todo este tempo.

Obrigado, Pai, pelo novo ano que chega. Jamais saberemos até onde iremos sobre a Terra, mas o importante não é quantos anos teremos, e sim a forma como vivemos cada dia que passa.

Sou abençoado, por ser feliz. Porque há muitos que possuem mais do que eu, e não desfrutam da mesma alegria que me invade todos os dias. Abro os olhos e sorrio, toda manhã. 

Obrigado por minhas vitórias, pelas alegrias que me deram; e por minhas derrotas, por tudo que me ensinaram. Pois os oásis nos retemperam, mas é no deserto que caminhamos.   

Obrigado por cada momento em que mostrei o meu sorriso, ou escondi as minhas lágrimas. Porque aprendi que vale a pena repartir as alegrias, mas não é bom mostrar as tristezas.

Obrigado por meus tropeços; porque, depois de cada um, a Tua mão me ajudou a levantar e prosseguir. E, se não existe mérito na queda, ele está na capacidade de nos reerguermos.

Sou grato, Pai, por tudo que recebi de Ti. Pois bem sei que não o devo aos meus merecimentos, mas à Tua bondade; melhor do que eu, conheces os inúmeros erros que cometi e assim os perdoas.

Sou grato por cada novo dia que me concedes. E, ainda quando chegar o derradeiro, a gratidão será meu último pensamento e minha última emoção; com ela, iniciarei a Grande Viagem.

Obrigado pelas flores e pelos perfumes; obrigado pela beleza que enche os meus olhos e traz deleite à minha alma; obrigado pelo sol que me aquece e pela lua que vela o meu sono à noite.

Obrigado pelas crianças que nos fazem sorrir e pelos idosos que nos ensinam pela palavra e pelo exemplo; pelos jovens, que nos incentivam com seu entusiasmo e seu ímpeto. 

Obrigado pela música, que tantas vezes me consolou e trouxe novo alento; por este dom de escrever, que me serve para desabafar as dores e incertezas. Obrigado porque sou capaz de sentir.

Obrigado pela brisa, que afaga os meus cabelos. E pela chuva que faz brotar as plantas, como as lágrimas e os sorrisos fazem crescer os sentimentos, no solo fértil que são os nossos corações.

Verdade é que jamais esperei sentir-me tão bem e caminhar tão firme, nas últimas curvas da minha estrada; e Te sou tão grato, Senhor! Tanto me abençoaste, que nada tenho a pedir.

E muito a agradecer!

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sexta-feira, 26 de dezembro de 2025

O ANO E A ROSA


 

Aguardais o nascer de um novo ano, como o enamorado aguarda o desabrochar da rosa.

Como ele antecipa a perfeição de suas pétalas, antegozais os dias felizes que vivereis. E enquanto as suas narinas pressentem o delicado aroma, os vossos corações imaginam mil alegrias.

Sois, uns e outro, sonhadores...

e é isto que me encanta em vós!

Porque a rosa, uma vez desabrochada, será como tantas outras; talvez não sejam perfeitas as suas pétalas, nem inebriante o seu aroma. E, por certo, o novo ano não vos trará apenas alegrias, mas também algumas tristezas.

Pois são assim todas as rosas. E são assim todos os anos.

Entretanto, em um momento mágico, eis que a rosa a brotar se torna perfeita; e o ano a nascer abriga a felicidade. Porque acreditais sois capazes de, por um momento, dar vida a vossos sonhos.

Esta é vossa ponte para a felicidade. Porque, para o homem, existe aquilo em que ele acredita. E, se não dura a ilusão mais do que um momento, é porque não sois capazes de manter a vossa crença.

Sim: a vossa fé é como a chama de uma vela, pronta a ceder ao primeiro sopro de vento. E que, todavia, enquanto existe pode espalhar a luz.

É este o segredo da vida.

Pois é perfeita a rosa e o ano é o limiar da felicidade, enquanto acreditais e dais vida às vossas esperanças.

Enquanto podeis sonhar, já que ainda não aprendestes a manter os vossos sonhos e, assim, trazê-los ao que chamais realidade.

Eu vos pergunto, entretanto:

- enquanto aguarda o enamorado, não é perfeita a rosa?

- e, enquanto vos desejais feliz Ano-Novo, não é o vosso um ano feliz?

Esta é a verdade. Que permanece latente em vós.

Por isto, os enamorados sempre aguardarão o nascer das rosas.

E os homens sempre festejarão o Ano-Novo!... 

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sexta-feira, 19 de dezembro de 2025

A SINFONIA DA VIDA


Não dominamos o mar; aprendemos a respeitar as suas leis, para que possamos desfrutar das suas ondas.

Entretanto, costumamos pensar que podemos controlar a nossa vida; e este é o principal erro que cometemos. Porque a vida, como o mar, tem as suas próprias leis e as suas ondas imprevisíveis.

Mas não é este, afinal, o seu maior encanto? O deserto não seria de uma monotonia atroz, se o sopro do vento não modificasse a cada dia as suas dunas? E como seriam as nossas vidas, sem os imprevistos que o destino nos traz?

Muitas vezes nos revoltamos, quando a vida modifica os nossos planos. Esquecemos que é nas dificuldades, que mais aprendemos; se enfrentarmos a luta, a amarga preocupação de hoje trará o doce sabor da vitória de amanhã.

Em cada ser humano, existe a força de que necessita. E existem, também, as fraquezas que precisa vencer, para atingir a plenitude dessa força.

Dizem os pessimistas que a felicidade não existe; e, ao dizê-lo, esquecem de todos os momentos em que a conheceram os seus corações.

E dizem os otimistas que a felicidade pode ser eterna. Esquecem que a felicidade é um estado de espírito, como a alegria e o amor; esperar que seja perene, seria como acreditar que o vento possa soprar sempre na mesma direção.

Nenhum de nós sente as mesmas emoções, todos os dias; o nosso Eu maior é livre, como a Força que o criou. E, assim como aprendemos a direcionar as pás, para que o vento mova os nossos moinhos, precisamos direcionar-nos, para que mais rapidamente cheguemos ao fim do caminho.

Direcionar o nosso Eu, não é restringir a sua liberdade: é, antes, conceder-lhe uma liberdade maior, integrando-o ao Universo infinito. É da responsabilidade plena, que deriva a plena Liberdade, e ninguém pode atingí-la, sem o Conhecimento; a liberdade de um não pode ser a escravidão de outro.

Nenhum homem será realmente livre, enquanto aos seus ouvidos ressoarem os grilhões de outrem. Como nenhuma gota do mar será inteiramente pura, enquanto existir água poluída ao seu redor.

Entretanto, é pela purificação de uma gota que começa a purificação do mar; e pelo brilho da primeira estrela que se anuncia o belo espetáculo das constelações, reluzindo no céu noturno. Como é o primeiro raio de sol que afasta o escuro da noite, e traz o esplendor de um novo dia.

Juntos, executamos a Sinfonia. E o Maestro não descansará, enquanto as notas não estiverem perfeitas. Entretanto, não é Ele que afinará os nossos instrumentos; nem tomará de nossas mãos, para obrigar-nos a extrair os acordes corretos. 

Ou não seríamos músicos, mas escravos; e cada músico precisa tocar por si mesmo, para que seja plena a melodia.

É por isto, que não podemos dominar o que chamamos de vida: cada um de nossos momentos, cada uma de nossas alegrias e dificuldades, não passa de um novo ensaio, para que possamos executar a Sinfonia do Universo.

A verdadeira Sinfonia da Vida.

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Não tem muito a ver... mas é lindo!

FELIZ NATAL, AMIGOS! 

sexta-feira, 12 de dezembro de 2025

O AMOR E A ETERNIDADE


 

Deveis atentar aos vossos amores.

Talvez mais até do que atentais a vós mesmos; e, decerto, mais do que ligais às vossas posses. Pois, enquanto estas permanecem aqui, os sentimentos vos acompanham durante a Grande Viagem.

Porque fazem parte do vosso verdadeiro Eu. E, ainda que também cicatrizem com o tempo, as feridas abertas na alma não são como as do corpo; deixam marcas duradouras em vossos corações.

Evitai, portanto, magoar àqueles que vos amam; mais cedo ou mais tarde, estas mágoas retornarão a vós. E a estrada, que imaginais coberta de pétalas macias, pode mostrar-se revestida por pedras.

Então, lamentareis os pequeninos gestos que não fizestes; o beijo que negastes, o carinho a que vos furtastes com uma sensação de enfado. Deplorareis cada momento que não dedicastes ao amor.

É assim que sois: é quando perdeis o que tínheis, que mais o valorizais. E, como o tempo não anda para trás, desperdiçais o que ainda vos resta em lamentações vãs, pelo que bem poderíeis ter evitado.

Eu vos tenho dito que é perdido cada minuto em que não sois felizes; em que não ligais ao vosso verdadeiro Eu. Atentos aos rumores do mundo que deixareis, não ouvis a voz da Vida que vos chama.

Dedicai, vez por outra, algum tempo a ouvir a vós mesmos; buscai o silêncio e a paz do Universo, cuja essência habita em vós. Deveis ensurdecer-vos para o mundo, se desejais escutar a vossa voz.

É só no silêncio e na paz, que ouvireis a Verdade. E através do amor, que podereis sentir a presença do Infinito em vós. Porque Ele está na paz e no amor, e a Sua voz vos fala em vosso silêncio.

Atentai, portanto, aos vossos amores; que não vos preocupe a duração de cada um, nem se sois correspondidos, nem se ele vos fará felizes. Amai, apenas; porque o amor não é troca, mas doação.

É no amar, que está a felicidade: aquele que ama é feliz, enquanto perdura o sentimento. Porque a presença do ser amado basta para encher de colorido o mundo, e de luz a alma de quem ama.

Não temais o amor; tende, antes, a coragem de entregar-vos e viver o sentimento. Não ergais barreiras ao vosso coração, pois aqueles que temem o sofrimento não conhecerão a felicidade.

Atentai aos vossos amores. Desfrutai de cada momento que cada um vos possa oferecer, porque é dessas lembranças que vivereis, depois que ele se for, seja por vossas imperfeições ou pela finitude.

Porque não sois eternos, mas passageiros; como não sois tudo quanto desejais, mas bem mais importantes do que pensais. A eternidade não vos pertence, mas está ao vosso alcance, e depende de vós.

Pois a viveis em cada momento de amor.

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sexta-feira, 5 de dezembro de 2025

A LIÇÃO E O APRENDIZADO

 


Eu gostaria de poder mostrar-vos o que a vida me ensinou.

Porque ninguém atravessa, impunemente, 77 anos de estrada. E talvez a minha experiência pudesse ajudar-vos a minimizar os vossos erros e multiplicar os vossos acertos; a viverdes melhor.

Gostaria; mas sei que não o posso fazer. Porque cada um de nós tem as próprias verdades e as próprias tendências; cada um é uma tela, que precisa ser pintada com um tipo de pincel e de tinta.

Alguns de nós são sois; outros, luas. Uns estão prontos para o alvorecer, outros buscam o crepúsculo. Cada homem entende um idioma; este é o significado que tem a metáfora da Torre de Babel.

Porque, desde que nascemos, não somos folhas em branco. Se o fôssemos, como explicar as diferenças entre irmãos, nascidos do mesmo pai e da mesma mãe, e por eles igualmente criados?

Até vos tento explicar; mas seria pretender o impossível, esperar que aprendêsseis com a minha experiência. Pois ninguém aprende, senão com o pó que acumula nas próprias sandálias.

Sou apenas alguém como todos vós; debato-me entre as minhas dúvidas e muitas vezes vejo ruir o que julgava certezas. Tive e tenho a minha cota de erros e acertos, e aprendo em cada dia.

Isto é tudo de que necessitamos: a disposição para aprender. A humildade suficiente para reconhecer que não somos donos da verdade e, quanto mais rápido aprendemos, melhor para nós.

Sim: tive muitas lições nesta vida; e ainda hoje as recebo. Algumas foram mais dolorosas do que outras, mas por todas agradeço; e vos asseguro que, quanto mais dura, melhor a lição é aprendida.

Cada um deve caminhar por si mesmo. Magoar os pés nas pedras do caminho e refrescá-los nas águas cristalinas dos córregos que nele encontrar. Colher as suas flores e ferir-se nos espinhos.

Pois ninguém pode caminhar por ninguém; assim como não pode enxergar por outros olhos, respirar por outra boca, ou acompanhar alguém na Grande Viagem. Ainda que juntos se vão, sós a farão.

Esta é uma das verdades que necessitamos aprender: nada nem ninguém, nos pertence; quanto mais acreditarmos possuir, maior será a nossa frustração, quando tudo e todos nos forem tirados.

Aprendamos, portanto, a desfrutar do que nos cerca e agradecer pelo tempo que nos é concedido. Se bem soubermos aproveitá-lo, mais fácil e proveitosa se tornará a nossa caminhada de agora.

E mais suave será o caminho a ser percorrido amanhã. Porque talvez não o tenhais, ainda, percebido; mas somos nós mesmos que traçamos, no presente, os rumos que tomaremos no futuro.

E esta é maior lição a ser aprendida.

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sexta-feira, 28 de novembro de 2025

PASSADO, PRESENTE E FUTURO

Dizeis que não existe senão o presente.

E, em parte, isto é verdade: apenas no hoje podeis sentir emoções, acalentar pensamentos ou tomar atitudes. O ontem já se foi e o amanhã ainda virá; nenhum deles existe, para vós.

Devo perguntar-vos, entretanto: acaso não vos acompanham, a todo momento, as lembranças do passado? E não abrigais muitas esperanças e dúvidas sobre o que vos aguarda no futuro?

Se assim acontece, não é certo que também o ontem e o amanhã fazem parte da vossa vida? Enquanto um vos fornece informações, o outro vos garante esperanças; e de ambas necessitais.

Todo homem que caminha sobre a Terra, tem recordações e acalenta esperanças; e difícil seria dizer o que lhe é mais caro: as boas memórias do passado, ou os sonhos com o futuro.

Sois os pais e os filhos do tempo. Não o criastes, como gostais de pensar; apenas inventastes formas de medí-lo, como se assim o pudésseis controlar. Na verdade, nem sequer passais por ele.

Ele é que passa por vós. E não detém a sua caminhada, quando acontecem as vossas alegrias, nem apressa os seus passos, durante as vossas dores; embora às vezes assim vos possa parecer.

Não controlais o Tempo, nem ele vos controla; estais simplesmente imersos nele. E, neste mar invisível e infinito, sois peixes multicoloridos que nadam nas correntes da vida, buscando vosso rumo.

Aceitai a vossa finitude; e só assim percebereis que a transcendeis. Porque, mesmo depois que passais, continuais presentes em vossa história e vossas obras, para todos aqueles que vos amam.

Tende consciência, portanto, de que, embora vivais apenas o momento presente, a ele chegastes através de todos os momentos que vivestes no passado; e no futuro vivereis as suas consequências.

Tudo se entrelaça na teia do Universo, que desconhece o tempo e o espaço. Que importa quanto tempo e a que velocidade viaja a luz, se à noite nos encanta a beleza sem par do céu estrelado?

Desfrutai da graça da Vida; que não vos importe o tempo que dure, uma vez que a sabeis eterna, em cada momento que passa. Eterna em cada sentimento, em cada emoção; em cada lágrima ou sorriso.

Porque há momentos que parecem cristalizados no tempo, imortalizados em nossas lembranças. Momentos em que fomos felizes, ou sofremos; que, de uma forma ou de outra, tocaram a nossa alma.

E, por isso, permanecem em nós; porque a Vida se prolonga, através do nosso verdadeiro Eu. É assim que vencemos o tempo e a distância; porque somos eternos, na centelha divina que há em nós.

E nos liga ao Coração do Universo.

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